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Exposição Permanente

Ermida de São Roque

No contexto de um surto de peste que assolou Lisboa em 1505, o rei D. Manuel I (1495-1521) solicitou à República de Veneza uma relíquia de São Roque, cujos milagres em favor dos pestíferos eram populares na Europa Meridional. Em 1506, iniciou-se, neste local, a construção de uma ermida para albergar a relíquia, cujo adro viria a servir de cemitério das vítimas da peste. Por essa ocasião foi criada uma confraria da invocação de São Roque, dotada de estatutos próprios, responsável pela manutenção do culto ao santo e pela conservação da ermida. Da ermida, mais tarde demolida, subsiste o conjunto de quatro tábuas pintadas do seu retábulo, alusivas à vida e lenda de São Roque, duas lápides e alguns vestígios de azulejos. Conserva-se, ainda, a relíquia original de São Roque, solicitada à República de Veneza

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